Quarta-feira, Setembro 23, 2026
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Ginásio Clube de Alcobaça e PSP “aliados” no desporto

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Quantas vezes já ouviu falar do fenómeno da violência no desporto? Quantas vezes já soube de situações que em nada engrandecem o desporto? Para debater, precisamente, essas questões o Ginásio Clube de Alcobaça e a Polícia de Segurança Pública (PSP) associaram-se para realizar duas formações sobre a construção do código da ética e o enquadramento legal em recinto desportivo. As ações decorreram no auditório da Escola Adães Bermudes, em Alcobaça.

Durante os últimos meses, um estudo sobre o fenómeno da violência no desporto levou elementos do emblema de Alcobaça a deslocarem-se a vários recintos do distrito, tendo encontrado eixos que consideram fundamentais para o público perceber as regras do jogo e que, futuramente, vão ser ainda mais importantes para ajudar à evolução do desporto.

Os mesmos foram evidenciados nas duas formações, que contaram com o contributo do chefe Neide Rodrigues e de António Porto, da Polícia de Segurança Pública.

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“Algumas das missões da PSP são garantir a segurança, ordem e tranquilidade pública, para que o espetáculo desportivo decorra sem incidentes, ajudar a prevenir e evitar situações desagradáveis”, começou por elencar o chefe da PSP, dando como exemplo um caso que aconteceu recentemente: o que inicialmente era apenas uma troca de cachecóis, acabou por despoletar uma confusão porque dois elementos estavam alcoolizados.

Durante as sessões foram abordados casos práticos, tendo a PSP respondido às dúvidas dos encarregados de educação e aos muitos futebolistas do clube que marcaram presença na iniciativa. E este leque de exemplos, evidenciaram, não são apenas casos de violência física, mas também de xenofobia, de racismo ou de outros tipos de mensagens que incitem à violência. No caso, referiu Neide Rodrigues, a PSP deve atuar, explicando, ainda assim, que em muitas outras ocorrências que envolvem, por exemplo, a pirotecnia – cuja alteração à lei está em estudo – não há capacidade humana para identificar todos aqueles que infringem as regras.

Na sessão, os elementos das autoridades alertaram ainda para a necessidade de existirem – o que lamentam nunca ter acontecido – reuniões com a Associação de Futebol de Leiria, ou com as associações regionais, para que haja uma estratégia conjunta em que impere o respeito entre todos.

Durante as três horas da sessão, foi apontado o papel dos encarregados de educação em contexto desportivo. “Frequentemente são os pais ou as pessoas dos clubes que ‘incendiam’ os jogos, quando dentro de campo a postura dos atletas, seja de que escalão for, é perfeitamente tranquila”, salientou o chefe Rodrigues, destacando que é “preciso reeducar quem causa mau nome ao desporto”.

O primeiro grande objetivo para a melhoria tem de primar pelo respeito pelo próximo, desde os protagonistas aos dirigentes e adeptos. Dentro de um recinto, todos contam para que haja um ambiente saudável e para que no fim seja aquilo que deve ser: um campo de valores para a vida.

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