Quinta-feira, Novembro 5, 2026
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O 25 de Abril fez 50 anos. O 25 de Novembro vai fazer 49 e começa a ganhar o seu espaço, à conta de um revisionismo sem vergonha e sem memória. Salazar caiu da cadeira há 54 anos e a saudade bateu forte para alguns, que não sendo poucos, estão  sempre é a mais.

Mas há bom remédio:

Tive a sorte de ir tocar com Moonspell às Festas da Sra. Da Boa Viagem em Peniche na Sexta-Feira passada e aproveitei o Domingo para comer uma caldeirada magnifica, mas antes visitei o Museu Nacional Resistência e Liberdade na Fortaleza de Peniche.

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Recomendo esse visita a quem padece de salazarismo.

A exposição e a tour às celas permite (e atenção que os calabouços, onde os presos tinham de estar curvados de cócoras todo o tempo, não estão disponíveis para visitas por questões de segurança) não deixar morrer a memória, nem permite a substituição da ideia do país pobre, corrupto, analfabeto, desesperançado e cruel simpatizante do nazismo, que Portugal era no Estado Novo e que só Abril libertou.

Ainda não existe, e espero nunca existir, um museu ao 25 de Novembro, essa data que matou o “sonho lindo” que não, nunca seria de uma Venezuela Europeia (como agora está na moda aventar), mas de um país onde houvesse maior justiça popular, maior compromisso social, coisas essenciais ao usufruto da liberdade por todas as classes, e não, como agora, 50 anos depois do pontapé de saída, dum país pulverizado, à beira de um colapso e de um ataque de nervos que os salazaristas tem aproveitado para impor a sua agenda mentirosa, retrógrada e anacrónica, a qual encontrará sempre resistência tal como foi durante outros malditos 50 anos de “pós- república” onde o homicídio, a perseguição, o racismo, o fascismo eram, infelizmente, mais que más memórias e peças de museu.

Aproveitemos o quente deste Verão para ir à praia, às festas e às romarias, beber e dançar porque outro inverno virá e agora, quem sabe, não teremos nós de limpar as armas da liberdade para que a consigamos manter. 

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