O presidente da Câmara de Alcobaça repisou a disponibilidade para uma eventual ligação com a recém criada Universidade de Leiria e Oeste (ULO). No passado dia 3, o jantar comemorativo dos 41 anos da Associação Empresarial da Região de Leiria (Nerlei) contou com a presença do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que destacou que houve 24 municípios envolvidos na criação da ULO. Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, e apesar de não confirmar a presença do Município de Alcobaça na referida listagem, Hermínio Rodrigues deixou uma abertura clara para uma eventual ligação com a nova universidade.
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“Acompanho com interesse a criação e evolução da ULO e considero que tudo o que possa reforçar a oferta de ensino superior e a capacidade de crescimento da nossa região merece ser valorizado. A Câmara de Alcobaça está, como sempre, disponível para ouvir, dialogar e analisar eventuais oportunidades de colaboração, salvaguardando os compromissos que já assumiu e defendendo, acima de tudo, os interesses do concelho”.
A resposta surge num contexto marcado por um longo diferendo entre a direção da agora ULO e o Município de Alcobaça, com dois lados a manterem, até aqui, uma relação praticamente inexistente.
O jantar-conferência, realizado na sede da Nerlei, liderada pelo martingancense Luís Febra, aconteceu poucos dias depois de ter sido promulgado, a 30 de junho, o diploma que cria a Universidade de Leiria e Oeste (ULO).
O decreto-lei, promulgado por António José Seguro, tinha sido já aprovado em Conselho de Ministros em maio deste ano, e concretiza uma pretensão da direção do antigo Instituto Politécnico de Leiria há já vários anos.
Durante o discurso no jantar-conferência da Nerlei, também uma das entidades parceiras na criação da nova universidade, Fernando Alexandre abordou a importância da ULO, que, à semelhança da Universidade do Porto, foi aprovada pelo Governo após a tempestade Kristin, com o objetivo de alavancar estas regiões.
Ainda durante o jantar, que o REGIÃO DE CISTER acompanhou, e perante o olhar atento dos presentes, o ministro abordou os desafios da educação no panorama europeu. “A Europa está a ficar para trás relativamente aos EUA e à China”, afirmou, acrescentando que Portugal tem investigação de excelência, mas ainda não faz o suficiente para ser considerado de elite.
Com alguns dados exemplificativos, o governante referiu que Portugal ocupa atualmente o 18.º lugar em produtividade, uma posição que considera importante inverter. Para isso, defende a necessidade de “trazer ciência, para trazer mais inovação, o que trará também mais produtividade”, mencionando o projeto “AI ao quadrado”, da Agência para a Investigação e Inovação, entidade pública portuguesa lançada recentemente pelo Governo, que resulta da fusão da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) com a Agência Nacional de Inovação (ANI), com o objetivo de simplificar e agilizar o financiamento científico.
Para concluir a sua intervenção, Fernando Alexandre mencionou o passo agora dado em Leiria: a criação da nova universidade. Atualmente, a ULO tem quatro doutoramentos, 58 mestrados, 46 licenciaturas e 48 TeSP.


