Domingo, Abril 12, 2026
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Presépio de Jaime Roxo “ganha” vida dentro da Igreja da Cela

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O presépio de Jaime Roxo é já uma constante no Natal da região. Este ano está na Igreja Paroquial da Cela, até ao próximo dia 8 de janeiro, e pode ser visitado entre as 14 e as 18 horas.

O Natal não é o mesmo sem construir o presépio. E o Natal na Cela e na região já não é o mesmo sem o presépio animado de Jaime Roxo. Este ano, o celense vai levar dezenas de figuras para o interior da Igreja Paroquial da Cela, o que configura uma novidade em mais de “vinte anos de carreira”. 

Ao longo dos anos Jaime Roxo foi acumulando peças e decorações para o seu presépio e precisaria “da totalidade da Igreja e de outras três ou quatro iguais” para instalar todo o seu espólio. De facto, o portefólio do artesão daria para enfeitar um espaço com “mil metros quadrados”. Como a igreja da Cela não tem, nem perto, essa dimensão, Jaime Roxo instalou, ao longo das últimas semanas, “apenas” 40 das suas peças num espaço de cerca de 60 metros quadrados.

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“Este ano temos apenas os núcleos de Belém e Jerusalém devido às limitações de espaço”, refere o carpinteiro. Ainda assim, Jaime Roxo está “contente” com o trabalho final e confiante de que trará muitos visitantes para “conhecer o património” da freguesia da Cela.

O gosto pelos presépios surgiu, curiosamente, na Igreja. Foi, ainda criança, ao acompanhar o pai na construção do presépio da igreja que “apanhou o bichinho” e o que começou como um sonho de menino depressa se tornou num hóbi. Atualmente, o carpinteiro tem mais de duas centenas de bonecos animados, todos feitos à mão, e perdeu a conta às horas que já empregou para montar presépios em vários pontos da região e do País.

O presépio de Jaime Roxo tem, também, uma vertente didática. Com as figuras animadas, o celense tenta construir uma pequena janela para o passado, “mostrando como era o quotidiano do antigamente, com todas as profissões e costumes tradicionais” como a agricultura de subsistência, o ferreiro ou o latoeiro. “Ao visitar o presépio, os mais novos podem também aprender como era a vida no passado”, defende Jaime Roxo.

 

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