Associação quer ser próxima da comunidade. Porque, afinal, também é nela que encontra força para subsistir enquanto grupo. E é nessa união que se encontra a verdadeira beleza.
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A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Benedita (AHBVB) começou o ano com um conjunto de atividades abertas a toda a comunidade, com o objetivo de aproximar as pessoas do quartel e enriquecer a vida associativa da corporação. Para além da missão operacional que sempre a caracterizou, a associação decidiu criar uma escola de música, uma escola de teatro e ainda promover aulas de Tai Chi Chuan – atividades abertas a todos: bombeiros e população em geral. José Ramalho, presidente da Direção da associação, explica a motivação por detrás das iniciativas: “Apostámos nestas áreas como uma forma de enriquecer a nossa associação e de explorar estas áreas e atividades, não só como forma de crescimento pessoal, mas também como forma de ‘abertura do quartel’ à comunidade”, justificou.
O projeto mais ambicioso é, porventura, a escola de música. O objetivo final é claro: criar uma banda filarmónica dos Bombeiros da Benedita – uma iniciativa que, segundo o dirigente, não terá muitos precedentes no País. “Da informação que tenho, não haverá muitas corporações de bombeiros do nosso País que tenham uma banda desta natureza”, afirma o presidente, sublinhando que a aposta se enquadra na “tradição inovadora e empreendedora” que sempre marcou a Benedita.
A escola funcionará em pleno, com formação em instrumentos de sopro – como saxofone, trombone, flauta transversal e clarinete – e também em percussão. A ideia é que os alunos formados possam progressivamente integrar a futura banda filarmónica. “Sabemos que é um projeto ambicioso e moroso, mas temos tempo… é uma questão de começar”, reconhece José Ramalho. A orientação ficará a cargo do maestro Bruno Santos, atual diretor da banda filarmónica de Porto de Mós, que manifestou toda a disponibilidade para participar no projeto.
Por seu turno, a escola de teatro segue uma filosofia semelhante. O propósito é criar um grupo de teatro dos Bombeiros da Benedita, dinamizando a associação e proporcionando à comunidade uma oportunidade de crescimento através da interpretação e da arte de comunicar. À frente do projeto estará Tiago Pessoa, natural da Benedita, que aceitou o desafio de ensinar, escrever e encenar peças para o grupo que está agora a dar os primeiros passos.
A terceira novidade, e talvez a mais peculiar, foi a introdução de aulas de Tai Chi Chuan, uma prática que a Direção quis propositadamente distinguir do conceito mais convencional de arte marcial. “A ideia é proporcionar um espaço de uma prática que permita técnicas de relaxamento e técnicas de respiração, que possam dar aos participantes as ferramentas necessárias para exercitar o corpo e a mente de forma equilibrada”, explica o presidente da Direção da associação humanitária. As aulas são orientadas também por uma beneditense e a adesão já está a superar as expectativas.
No fundo, o denominador comum de todas estas iniciativas é a aproximação entre a corporação e a população. “O principal objetivo é aproximar ainda mais a comunidade dos bombeiros. É uma alegria muito
grande ver as pessoas a voltarem ao quartel para passarem momentos connosco, nas nossas instalações”, sublinha o presidente, acrescentando que os próprios bombeiros estão a aderir com entusiasmo, o que tem
proporcionado momentos de maior ligação interna. Todas as atividades estão abertas a toda a comunidade, sem restrições de idade ou condição. A única exigência é, mesmo, a vontade de participar.


