Diogo Fonseca é o novo presidente do Clube de Natação de Alcobaça (CNAl). Ligado ao clube desde os 4 anos de idade, o novo líder, que tomou posse a 11 de abril, assume o cargo com a serenidade de quem conhece bem a casa, mas também com a ambição de a transformar. “Senti satisfação de iniciar um projeto para o qual me preparei”, afirmou, em declarações ao REGIÃO DE CISTER.
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A Direção eleita conta com Maria Custódia Jorge como vice-presidente, Inês Silva como vogal, Inês Lourenço como tesoureira, e Patrícia Leal e Gualdino Jorge como vogais suplentes. O Conselho Fiscal fica a cargo de Catarina Jorge (presidente), Telma Rocha (secretária) e Ana Cardoso (relatora), sendo a mesa da Assembleia Geral presidida por Ana Teopisto, com Diana Machado como 1.ª secretária e Rosa Vieira como 2.ª secretária.
A forte participação das eleições foi interpretada pela nova Direção como um sinal positivo. “Uma participação alta traz legitimidade à nossa Direção e mostra que os associados estão atentos e expectantes quanto ao trabalho que vamos desenvolver”, afirma.
A equipa é composta por profissionais de diversas áreas, mas com uma particularidade comum: são todos pais de alunos e sócios envolvidos na vida quotidiana do clube, algo que Diogo Fonseca considera ser uma vantagem, já que lhes permite ter uma visão mais prática das necessidades. O programa de mandato assenta no compromisso de tornar o CNAl “mais forte, moderno, transparente e próximo”. Na prática, a primeira prioridade é interna. “A nossa primeira prioridade é promover um bom amiente laboral. Acreditamos que colaboradores motivados e com boas condições são a base para o sucesso do clube”, explicou.
A comunicação é apontada como uma das áreas a necessitar de mudança mais urgente. O diagnóstico é direto: “o problema atual prende-se com a lentidão e a falta de regularidade”. A solução passa por implementar mecanismos que mantenham colaboradores, sócios e utilizadores informados com maior frequência.
O clube atravessa atualmente uma fase desafiante, com a piscina de 25 metros encerrada para obras. “O encerramento temporário das atividades no tanque de 25 metros trouxe dificuldades financeiras naturais, devido à redução da dinâmica operacional”, reconheceu o presidente, garantindo, porém, o compromisso de manter a saúde financeira do clube.
No que respeita a infraestruturas, a articulação com a Câmara de Alcobaça – proprietária do edifício – é considerada fundamental. Os grandes focos estruturais identificados são a melhoria dos balneários e a eficiência energética, projetos que a Direção quer articular em parceria com a autarquia.
A nível desportivo, a aposta começa na base. “Queremos garantir que os nossos técnicos têm os recursos e as ferramentas necessárias para desenvolverem um trabalho de excelência, dado que uma base sólida é o que sustenta todo o percurso de um atleta”, assume. O objetivo competitivo é claro: tornar o CNAl mais forte a nível regional e nacional, aumentando o número de nadadores e apostando no trabalho coletivo. Para os jovens com potencial de alto rendimento, a Direção quer adaptar espaços para preparação física complementar ao trabalho na piscina, algo que considera indispensável nos dias de hoje. A retenção de treinadores de qualidade passará pela garantia de estabilidade, boas condições de trabalho e apoio à formação contínua.
A inclusão é apresentada não como uma intenção, mas como uma prática já enraizada no clube, nomeadamente através da parceria com o Ceeria e com as escolas do concelho. O clube quer reforçar este trabalho e integrá-lo na vida ativa , em vez de o manter com iniciativas isoladas. Quanto à participação dos sócios, a nova liderança promete reforçar os canais de sugestões e críticas, e promover eventos de convívio que aproximem os associados da instituição.


