Agrupamento 58 assinala meio século de vida

O Agrupamento 58 Alcobaça assinala o meio século de trabalho em prol da comunidade com uma série de iniciativas que arrancam, este sábado, com um lanche aberto à comunidade. 

Esta verdadeira “família” tem vindo a afirmar-se e a renovar-se, até porque, como explica Patrícia Gil, “ser escuteiro é uma forma de vida”. “Não é possível ser escuteiro apenas uma vez por semana. É uma opção que envolve promessas e valores a cumprir diariamente”, salienta a chefe do agrupamento, que está há 15 anos no 58.

Ao longo deste meio século, o agrupamento tem crescido, “com altos e baixos característicos de qualquer projeto”. “Muito se vive aqui e, acima de tudo, construímos uma família, não muito grande, mas que se conhece muito bem”, refere a chefe, que ingressou nesta aventura por influência de amigos. A primeira geração da “família” surgiu em 1969 e era constituída por cerca de uma dezena de elementos. A Ala Sul do Mosteiro foi durante muitos anos a “casa” deste agrupamento, que conquistou a comunidade, inicialmente relutante face à criação de grupos de jovens que se dedicavam a aventuras em locais remotos do concelho. 

“O falecido chefe Francisco André, membro fundador, era um importante elo. Foi o membro com mais anos de casa”, recorda. E a longevidade do escutista no agrupamento é uma das dificuldades enfrentadas no 58, atualmente constituído por... 58 elementos. “Ser escutista requer muito tempo. Nas fases iniciais, de lobito e explorador, é relativamente fácil, porque as distrações são menores, mas é na fase de caminheiros, que coincide com a entrada na universidade, que eles se afastam”, lamenta. De acordo com Patrícia Gil, “é muito difícil competir com outras atividades, mas é necessário reforçar a ideia de que não se abandona a família e tentar coordenar atividades e disponibilidades”. 

Ainda assim existem aqueles que não se reconhecem sem o lenço ao pescoço e alcançam o posto de dirigentes. “Somos nove dirigentes e todos com responsabilidades profissionais e pessoais, que nos impedem de estar sempre presentes. Há uma grande ginástica para coordenar horários e para isso é preciso uma grande gestão interna”, reforça.