Segunda-feira, Outubro 26, 2026
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Alcobacense parte para a Guiné em missão humanitária

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A alcobacense Manuela Fróis parte em julho para a Guiné-Bissau para uma nova experiência de voluntariado, atividade que a atraiu pela primeira vez em 1980. Desde então, a médica dentista apaixonou-se pela missão de “apoiar aqueles que tão pouco têm”.

A alcobacense Manuela Fróis parte em julho para a Guiné-Bissau para uma nova experiência de voluntariado, atividade que a atraiu pela primeira vez em 1980. Desde então, a médica dentista apaixonou-se pela missão de “apoiar aqueles que tão pouco têm”.

Queria ser professora de Português, mas numa família em que o matriarca era dentista, a alcobacense não teve outra alternativa a não ser iniciar estudos para seguir a carreira do pai. “Não queria seguir a área da saúde e acabei por embarcar para Moçambique, país que à data se encontrava em confronto, para ensinar português”, recorda a alcobacense. A aventura que deveria ser uma forma de “bater o pé” face à decisão do pai, acabou por se tornar numa das suas maiores lições de vida. “Quando regressei a Portugal, sabia que tinha de fazer algo verdadeiramente significante para apoiar estas comunidades”, relembra. 

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Em 1994, formou-se como médica dentista com a ambição de usar a licenciatura para um “bem maior”. Seguiu-se uma pós-graduação em Paris, que apoiou a decisão de realizar ações preventivas junto das crianças. Anos mais tarde, em 2008, rumou novamente ao continente africano, desta vez para a ilha do Fogo, em Cabo-Verde, no âmbito de uma ação da “Mundo a Sorrir”, Organização Não Governamental (ONG). A médica dentista teve um papel ativo na educação de higiene oral dos nativos, realizando consultas e apoiando aquela comunidade.

Em dois meses, Manuela Fróis, que abandonou o emprego numa clínica em Lisboa para embarcar nesta aventura, irá unir-se a outros voluntários que partem para a Guiné-Bissau para trabalhar em áreas da saúde, saúde oral e em estilos de vida saudável junto das populações em situação de vulnerabilidade socioeconómica. “Atualmente, a Guiné-Bissau tem apenas um médico dentista e este dado revela a necessidade de apoio desta comunidade”, sublinha. 

Falar a língua nativa e conhecer, o melhor possível, a comunidade que irá ingressar por tempo indefinido é uma das maiores preocupações da médica. “Falar a língua, mesmo que o básico, é o mais importante. A dificuldade que eles têm em entender termos técnicos é muito semelhante àquela que temos em perceber alguns termos locais e esta dificuldade ajuda a criar laços”, confessa.  Consciente das dificuldades que irá enfrentar, a alcobacense está determinada em enfrentar os desafios e a apoiar, dentro das suas possibilidades, os guineenses. 

“Parto para continuar o sonho de apoiar a sociedade mais deterioradas. Afinal foi para isso que me formei nesta área”, conclui, com um sorriso.

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