José Dias está de saída do Centro Cénico após 20 anos

José Dias está de saída da Direção do Centro Cénico da Cela, duas décadas depois de ter assumido o cargo na instituição.

“A minha saída já estava anunciada. Até final do ano de 2018 já tinha dito que ia sair da Direção do Centro Cénico da Cela e agora que formalmente apresentei a minha demissão, os restantes corpos gerentes também se demitiram”, adiantou o presidente da Direção do Centro Cénico da Cela ao REGIÃO DE CISTER. Uma vez que o último mandato era de quatro anos, terminando apenas no final de 2019, José Dias optou por não finalizar o mandato, o que obrigará a eleições antecipadas nos três corpos gerentes, que deverão acontecer até final de março de 2019.

“Houve uma reunião dos corpos gerentes no dia 27 de dezembro, onde se consensualizou a demissão imediata de todos os corpos gerentes do Centro Cénico da Cela e a convocação de novas eleições para todos os corpos gerentes”, lê-se na convocatória emitida pelo presidente da Mesa da Assembleia-Geral de sócios. Rogério Raimundo aguarda, portanto, “as atas de demissão dos três corpos gerentes e a data para convocar até final de março de 2019, para o mesmo dia, as duas assembleias-gerais, de discussão e votação das contas/relatório de atividades de 2018 e a de eleições”.

Duas décadas depois, José Dias diz que é “tempo de sair”, justificando a sua saída também por motivos de saúde, convicto de que os seus sucessores continuarão o bom trabalho em prol da instituição. O ainda presidente da Direção aponta a construção do Lar Residencial de Idosos, inaugurado em outubro de 2012, como o grande marco enquanto foi presidente da Direção. “Era uma obra muito necessária, que prometi aos idosos e cujo investimento de quase 2 milhões de euros foi concretizada quase na totalidade por esta Direção, com o apoio da Câmara e com os donativos de amigos e familiares da instituição”. Lamentando que “a Segurança Social não tenha concretizado a sua promessa do protocolo de apoio a 50 utentes, permanecendo ainda o apoio a 20 pessoas”, o presidente do Centro Cénico da Cela sublinha que “as listas de espera continuam grandes” e que o apoio prestado “não é suficiente para as necessidades e procura das famílias”.