Sábado, Março 14, 2026
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O coro da Banda que canta Beatles

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Manuel Gonçalves é o primeiro a chegar à Sala Dó, nas instalações da Academia de Música de Alcobaça. Os cabelos brancos não escondem os 71 anos. A conta gotas vão chegando os restantes. Homens e mulheres. Novos ou mais velhos. Pouco depois entra na sala Laura Clara, uma menina de 8 anos, que “puxou” aos pais o gosto pela música. Assim, fica quase completa a “família” e está tudo a postos para começar o ensaio do Coro da Banda de Alcobaça, um grupo criado em 2013 e misto e heterogéneo.

Manuel Gonçalves é o primeiro a chegar à Sala Dó, nas instalações da Academia de Música de Alcobaça. Os cabelos brancos não escondem os 71 anos. A conta gotas vão chegando os restantes. Homens e mulheres. Novos ou mais velhos. Pouco depois entra na sala Laura Clara, uma menina de 8 anos, que “puxou” aos pais o gosto pela música. Assim, fica quase completa a “família” e está tudo a postos para começar o ensaio do Coro da Banda de Alcobaça, um grupo criado em 2013 e misto e heterogéneo.

O aquecimento daquele grupo de coristas assemelha-se, mais ou menos, a uma equipa de um qualquer desporto. “É importante aquecer bem o corpo e a voz”, explica Vera Santos, maestrina do Coro. De seguida, ouvem-se os primeiros exercícios vocais e ecoam as notas dos cantores, sobrepostas em camadas meticulosamente definidas. Sopranos, contraltos, tenores e baixos afinam a voz para criar, em uníssono, uma agradável melodia. “O ser humano é fantástico”, confessa a maestrina, “apenas precisa da voz como instrumento para criar música”.

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No Coro da Banda de Alcobaça até as escolhas musicais são mistas e heterogéneas. O repertório dos coristas começa pela música sacra e tradicional mas passa pelo emblemático tema “Blackbird” dos britânicos The Beatles. Também a música de intervenção é paragem obrigatória, com os temas “Milho Verde” de José Afonso e “Canção das Vindimas” de Fernando Lopes Graça.

A heterogeneidade é mesmo uma das palavras-chave para caracterizar o grupo. É tão heterogéneo que “nem é preciso saber cantar para fazer parte do Coro”, garante a maestrina. Da mesma forma, nem é preciso saber ler para participar nos ensaios. Que o diga a menina Laura, que começou a frequentar o coro ainda antes de andar na escola. Chegou à sala Dó pela mão dos pais, coristas apaixonados, e que trazem, ainda, a filha mais velha. Ir ao coro “faz parte da rotina familiar”, adianta Susana Clara. “É gratificante partilhar esta experiência em família”, acrescenta a mãe.

Se não sabe cantar, Vera Santos desmitifica a questão: “é possível aprender a cantar, não é preciso nascer com talento”. Afinal, “só é preciso controlar tempos, notas e dinâmicas” e, claro, “não se esquecer de respirar”, aconselha a maestrina. Na dúvida, pode ouvir o concerto do Coro da Banda de Alcobaça este domingo, na Igreja Matriz da Vestiaria, às 16 horas, e, quem sabe, vir a afinar a voz com o Coro.

 

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