Domingo, Setembro 27, 2026
Domingo, Setembro 27, 2026

Amor de mãe replicado num café com mais de meio século

Data:

Partilhar artigo:

Estamos no Casal da Ponte. O Café da Anita é um referência na localidade da freguesia de Alfeizerão. Afinal, são mais de 50 anos de “portas abertas”.

A história deste negócio familiar que passou de geração em geração começou em 1953. A 28 de janeiro desse ano, Carminda Carreira abriu um espaço que servia de taberna e mercearia. Era um dos pontos de encontro daquela comunidade, não só para as pessoas “beberem o seu copinho”, como também para “aviarem as compras para casa”.

Quase duas décadas depois, a 17 de novembro de 1971, a ideia passou por transformar o local que, dessa forma, passou a ser um café.

Região de Cister - Assine Já!

Quem conta a história, hoje, é Ana Amaro, que herdou o negócio depois do falecimento da mãe, em 2001. Mas antes disso, ainda menina, já ajudava a progenitora.

“Queria estudar, mas como a minha mãe tinha fazendas, tinha de ficar a ajudar a minha avó no café. Depois disso, com o passar do tempo, acabei por tomar o gosto ao negócio e aqui fui fazendo a minha vida”, conta Ana Amaro.

O café continua a ser o seu sustento. Mas, acima disso, está também o reconhecimento que sente prestar pelo facto de dar seguimento ao negócio familiar. “Sem dúvida nenhuma. Tenho consciência de que, hoje em dia, é cada vez mais raro vermos negócios passarem de geração em geração, e o facto de ter dado sequência à ideia colocada em prática pela minha mãe enche-me de orgulho, não escondo”, confessou a empresária.

E ter um café aberto há tantos anos, ainda para mais numa localidade relativamente pequena, é sinónimo de… conhecer toda a gente. O que faz com que a relação com os clientes seja quase sempre “substituída” pelas relações de amizade. “É verdade. Nasci aqui, mesmo no Casal da Ponte, e isso faz com que conheça praticamente toda a gente. Assim como as pessoas a mim, naturalmente. Dessa forma, temos no café um ambiente quase familiar, onde há sempre motivo de conversa, independentemente do tema. É muito reconfortante”, assume Ana Amaro, que conta 60 anos de idade.

E o futuro do estabelecimento comercial, como será? Os filhos quererão manter a tradição familiar? A resposta surge pela voz de uma mãe… esperançosa. “Talvez o Rúben. Tem 32 anos, é engenheiro informático e está, atualmente, a trabalhar na Polónia. Talvez um dia, quando decidir regressar a Portugal, possa vir tomar conta do café. Ele gosta… Já a minha filha, Carla, de 29 anos, está indecisa. Também gosta, mas ainda não sabe se poderá ser o negócio indicado para o seu futuro”, sublinha… Anita. Que é, de resto, o nome (e o rosto) do café, onde o “amor de mãe” tem perdurado.

AD Footer

Artigos Relacionados

Diana Azevedo é a primeira Capitão do Porto da Nazaré

Diana Oliveira Martins Azevedo, capitão-tenente, tomou posse na passada quinta-feira, dia 17 de setembro, como nova Capitão do...

Projeto de voluntariado abraça “Velhos Amigos”

O sorriso espelhado no rosto dos idosos beneficiários do projeto “Velhos Amigos”, que andou pelas ruas do Vimeiro...

Pais que encerraram escola em protesto exigem soluções

Dezenas de pais e alunos concentraram-se, na manhã de segunda-feira da passada semana, à porta do JI/EB1 da...

Piloto Gonçalo Pinto sobe ao pódio em 2.º no Aeródromo Internacional do Algarve

O “pequeno” piloto de Pataias Gonçalo Pinto esteve em destaque, no passado fim de semana, na quarta e...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!