Segunda-feira, Abril 20, 2026
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Transições

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A chegada do outono traz uma simbologia cheia de significados. Se estivermos atentos, compreenderemos que esta época representa a fase do desprendimento. Aprendemos na escola que o outono caracteriza-se, principalmente, pela queda de frutos e folhas. Os primeiros amadurecem, enquanto as segundas, já sem vida, desprendem-se dos galhos para dar lugar à renovada vida primaveril que está por vir. É um processo natural que temos a oportunidade de presenciar por toda a vida.

Esta fase de transição é necessária para que a natureza em geral prossiga e renasça continuadamente. É uma tática de sobrevivência; sem esta troca, não há vida renovada. A fase de transição e de renovação obrigatória, é natural e essencial; contudo, na generalidade temos dificuldade em aceita-la. Diante da possibilidade ou necessidade de mudança, retraímo-nos. Principalmente se a transformação exigir que abdiquemos de algo que é parte de quem somos. O facto, é que temos de perceber que, se não houver espaço para o novo, continuaremos a viver do que é antigo. Reparem, o “antigo” nem sempre é descartável, evidentemente. Mas importa entender que bagagem devemos transportar na nossa “viagem”. A autoanálise permite perceber se levamos mais peso do que deveríamos.

Inspire-se no simbolismo do outono e pratique o desprendimento. Lembre-se que a transição é necessária para a continuidade da vida. Se a natureza lutasse contra o processo natural e permanece impregnada constantemente, impediria a sobrevivência da essência que a mantem viva. Mudar, de alguma maneira, significa renascer. E desprender-se significa abraçar a possibilidade da mudança. Se sente que a bagagem que transposta já pesa; despeça-se dela. Crie espaço. Assim quando a primavera chegar, as mudanças que proporcionou começarão a trazer frutos. Nunca é tarde para desprender-se e dar início a novas transições.

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