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Andebol: “Nazarenos” procuram fazer história no Egipto

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O Mundial do Egipto arrancou esta quarta-feira, mas a caminhada dos “nazarenos” Gil Santos e Rui Ferreira, jogador e técnico do Dom Fuas AC, respetivamente, na maior prova de seleções apenas começa esta sexta-feira.

O Mundial do Egipto arrancou esta quarta-feira, mas a caminhada dos “nazarenos” Gil Santos e Rui Ferreira, jogador e técnico do Dom Fuas AC, respetivamente, na maior prova de seleções apenas começa esta sexta-feira.

A seleção de Cabo Verde estreia-se na competição, num embate com a Hungria que ficará na história daquele país. 

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O jogo marca a estreia da seleção cabo-verdiana na competição e será também o primeiro jogo oficial de Gil Santos pela seleção principal do país. “É um sonho jogar o Mundial pelo meu país e estar entre os melhores do mundo”, salienta Gil Santos ao REGIÃO DE CISTER, que não esconde a emoção de estar no mesmo campo com os “jogadores que apenas via pela televisão”.

O cabo-verdiano apenas tinha representado a seleção sub-20 no “Trophy Challenge”, que decorreu na Guiné-Conacri em 2016, e cumpriu dois amigáveis pela seleção A no estágio de preparação que aquela seleção realizou no passado mês de novembro com vista à preparação do Mundial.

O jogador que chegou esta época ao Dom Fuas AC não quis estabelecer um número de golos, mas defende que a seleção de Cabo Verde tem “uma equipa jovem e muito motivada para colocar o andebol cabo-verdiano num nível mais alto”. O jovem, de 23 anos, iniciou-se no andebol na terra Natal Garridos de São Domingos e que passou pelo GCD Praia antes de se mudar para a Nazaré naquela que é a primeira experiência internacional.

Mais experiente é o técnico Rui Ferreira, adjunto do selecionador nacional José Tomaz, que chegou à seleção no início do ano passado e que na estreia comemorou um histórico 5.º lugar na CAN (Campeonato Africano das Nações). O treinador, de 55 anos, responsável por orientar o Dom Fuas AC no âmbito do projeto com o FC Porto, eleva a fasquia e “sonha” com a main round. 

“Sabemos que as congéneres da Hungria e da Alemanha são teoricamente bastante mais fortes, mas também sabemos que temos possibilidade de passar à próxima fase”, garante o técnico, considerando que “a disponibilidade física dos jogadores pode fazer a diferença em campo”. “Queremos fazer história e chegar o mais longe possível”, assegura Rui Ferreira, que conta com vários jogadores conhecidos do andebol nacional.

No próximo domingo, a seleção dos “nazarenos” Gil Santos e Rui Ferreira joga com a Alemanha e dois dias depois fecha o grupo A com o Uruguai, qualificando-se para a main round os três melhores classificados de cada grupo.

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