Domingo, Julho 12, 2026
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A nossa terra. Não a grande, a pequenina

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Por estes dias, centenas de chefes de estado, milhares de burocratas e outros tantos ambientalistas discutiram, em Paris, no âmbito e à margem da cimeira do clima, a necessidade de reduzir a emissão de gases que provocam efeito de estufa no nosso planeta. E que tem a nossa terra com isto? Tem tudo, é a nossa terra que está em risco. 

Não vou insistir nas consequências do aumento da temperatura média e no rol de catástrofes anunciadas fruto das muitas feridas que já foram infligidas ao nosso frágil pedaço de mundo.  

Todos conhecemos o horror que sucede a uma seca extrema ou a um furacão. Os efeitos de uma calamidade natural são tão ou mais devastadores que os de uma guerra. E a verdade é que estamos, pelo menos desde a revolução industrial, em guerra com o nosso planeta e nem nos damos conta. 

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Não podemos resolver os problemas do planeta mas podemos, e devemos, valorizar a nossa rua, o nosso quintal, o nosso vaso. 

No entanto, estas questões, tratadas ao mais alto nível, parecem distantes e o nosso gesto indiferente. Mas não é. Não podemos resolver os problemas do planeta mas podemos, e devemos, valorizar a nossa rua, o nosso quintal, o nosso vaso. O respeito por cada pedaço de natureza reflete-se, justamente, na estima com que tratamos cada coisa à nossa volta, começando pela beleza contida numa simples folha de erva.

A natureza é muito ampla, começa no infinitamente pequeno e prolonga-se no infinitamente grande. E o infinito é impensável para a maioria dos humanos, com exceção, talvez, dos poetas. “Creio que uma folha de erva não é menos que a jornada das estrelas” cantou Walt Whitman. Cuidemos, pois, do nosso pedaço pequenino de terra, se o fizermos talvez possamos continuar a ver o Sol

 

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