Em todo o País, as universidades sénior oferecem cada vez mais ferramentas para proteger e empoderar os mais velhos. A informática é hoje uma das disciplinas mais estratégicas: ensina a navegar no mundo digital, mas também a reconhecer burlas e a defender-se de fraudes online. Em Alcobaça, Pataias, Benedita e Alfeizerão, este e muitos outros saberes chegam a centenas de seniores, semana após semana.
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A par da História, da Psicologia e das Artes Manuais, a informática tornou-se uma presença quase obrigatória nas universidades sénior de norte a sul do país. Os alunos encontram nestas aulas um espaço seguro para aprender a usar computadores e a navegar na internet, num mundo cada vez mais marcado pelas novas tecnologias.
Pedro Costa, professor de informática na Universidade Sénior de Alcobaça (USAlcoa), é direto quanto à responsabilidade dos docentes: “Temos responsabilidade, como professores de informática, de guiar os nossos alunos para que percam o medo de mexer num computador e de navegar na internet para depois conseguirem fazer as suas coisas do quotidiano”.
No entanto, e como a internet também tem os seus perigos, a professora de informática na Universidade Sénior da Benedita (USB), Lina Afonso, sublinha que os alunos são ensinados a “proteger-se e a estar atentos a irregularidades”. A docente identifica quatro eixos fundamentais destas aulas: “combate ao isolamento, autonomia e independência, estimulação cognitiva e segurança e proteção digital”.
A coordenadora da Universidade Sénior de Alfeizerão (USA), Cláudia Silva, confirma que a reação dos alunos à disciplina de informática é positiva, ainda que, no início, alguns manifestem receio: “Com o acompanhamento adequado e um ensino adaptado ao ritmo de cada um, muitos acabam por ganhar confiança e autonomia no uso das tecnologias”. As aulas são vistas como uma ferramenta para comunicar com familiares, aceder a informação e utilizar serviços digitais.
Na Universidade Sénior de Pataias (USP), a responsável Fátima Mota define a informática como uma disciplina que “ajuda os alunos no dia a dia e que lhes permite estar ligados ao mundo”, disponibilizando dois níveis: da introdução do Word, ao Excel, PowerPoint e Internet.
Mas esta é apenas uma das dezenas de disciplinas que as universidades sénior apresentam. Importa, por isso, perceber o contexto histórico e a missão de cada uma destas instituições, responsáveis por promover um envelhecimento ativo e saudável.
A USAlcoa, fundada em 2006 pela Fundação Maria e Oliveira, realizou a sua primeira sessão de abertura a 24 de novembro desse ano. No ano letivo de 2025/2026, conta com 160 alunos inscritos e 18 professores, na maioria voluntários. A missão, nas palavras da diretora Conceição Castelhano, passa por “promover o envelhecimento ativo, saudável e a valorização pessoal dos participantes, combatendo a solidão e o isolamento social”.
Atualmente, conta com 19 disciplinas, entre áreas teóricas e práticas: Cantares, Cavaquinhos, Tricô e Croché, Teatro, Arraiolos, Clube de Leitura, Atividade Física, Artes e Ideias, Bordados, Costura, História do Século XX, Psicologia, Saúde, Atelier de Memórias, Tertúlia de Culinária, Inglês, Fotografia, Informática e Smartphones. As mais frequentadas são História do Século XX, Saúde, Atividade Física e Psicologia. As aulas decorrem de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 17 horas, em espaços da Biblioteca Municipal, cedidos pela Câmara. A frequência nas disciplinas é gratuita, com exceção de Cantares e Cavaquinhos.
Já a USP, que iniciou a sua atividade a 13 de outubro de 2024, nasceu de uma ideia lançada na biblioteca local, tendo sido desenvolvida pela União de Freguesias de Pataias e Martingança. A missão, segundo a responsável Fátima Mota, é clara: “dar felicidade aos seniores pela via socioeducativa, contribuindo para um envelhecimento ativo e uma melhor qualidade de vida”. A oferta curricular é vasta: de Alfabetização a Qi Gong, passando por Canto, Cavaquinho, Filosofia, Geografia, Hidroginástica, Ioga, Pintura, Teatro e Tricô, entre outras. As disciplinas mais frequentadas são Cavaquinho, Canto e Geografia.
A USB, que celebra este ano duas décadas de existência, foi fundada em 2006 por iniciativa de Laura Martinho. Começou com apenas 17 alunos e, hoje, conta com cerca de 100. Com 20 professores, muitos deles voluntários, a instituição é uma das fundadoras da Rede das Universidades Sénior do Oeste e integra a RUTIS. As disciplinas com mais alunos são desporto, música, teatro e psicologia. Para assinalar os 20 anos, a USB organiza diversas atividades comemorativas, destacando-se, a 23 de abril, o Festival de Grupos Musicais das Universidades do Oeste, no Centro Cultural Gonçalves Sapinho.
Em Alfeizerão, a USA tem como missão melhorar a qualidade de vida das pessoas com mais de 50 anos, através de atividades ocupacionais, culturais, educativas e recreativas, valorizando os conhecimentos e as experiências de cada aluno. Entre as disciplinas mais apreciadas destacam-se música e coro, ioga e pilates, trabalhos manuais, artes decorativas, teatro, informática, psicologia, línguas, história e cidadania.
A coordenadora, Cláudia Silva, refere como projetos futuros o reforço da oferta de disciplinas, a aposta em atividades culturais e intergeracionais, o incentivo à inclusão digital e a introdução de novas áreas ligadas às artes e ao bem-estar físico e emocional.
Entre os desafios apontados pelos vários dirigentes, há um comum a todos: a dificuldade em recrutar professores voluntários. E, em todas elas, o requisito principal para lecionar não é ter um diploma, mas sim vontade de partilhar. Por isso, os interessados em doar um pouco do seu tempo em prol da comunidade sénior, pode contactar a universidade da sua área e fazer a diferença na vida de quem lá estuda.
O REGIÃO DE CISTER procurou perceber, junto dos próprios alunos, de que forma a universidade sénior contribui para o seu quotidiano. Ofélia Gonçalves, de 74 anos, frequenta a USAlcoa desde a sua fundação e confessa: “Além de adquirirmos novos conhecimentos, consolidamos outros já existentes e fazemos bastantes amizades. A alegria do convívio fortalece-nos e, além de ser salutar, aquece-nos o coração e rejuvenesce-nos fisicamente, fazendo-nos sentir mais fortes para enfrentar as vicissitudes que por vezes a vida nos reserva! E acreditem, é bom envelhecer numa universidade sénior”.
Uma opinião corroborada por Dulce Ramalho, que frequenta a USP desde o primeiro dia: “A troca de saberes, de amizades e convívio é mesmo fantástica! As pessoas saem de casa, arranjam-se e estão mais felizes, em vez de estarem em casa no sofá e sem qualquer atividade”.
Vítor Oliveira, de 77 anos, também aluno em Pataias, refere que a sua experiência é positiva em várias vertentes: “A Universidade Sénior é positiva para a minha vida sob diversas vertentes. Sociológica, pelo contacto com colegas e professores. Cultural, pelo que se aprende nas aulas e nas viagens. E na Atividade Física, pela obrigação de nos deslocarmos, contrariando a monotonia do lar”.
No que toca às disciplinas, Filomena Sousa, de 73 anos, da Ataíja de Cima, aluna da USAlcoa, destaca duas: “História e Património é das aulas mais frequentadas e é muito bom. O professor Rui Rasquilho é espetacular. A Fotografia também gosto muito: o grupo de colegas é muito unido e o professor é espetacular”.
Embora não seja possível recolher os testemunhos de todos os alunos, os entrevistados mostram-se gratos a quem trabalha, muitas vezes de forma voluntária, por estas causas. Maria Helena Mateus, de 82 anos, que foi aluna e professora voluntária na USAlcoa desde a abertura, lecionando Alfabetização, Braille e Língua Portuguesa para Estrangeiros, destaca o trabalho da diretora da instituição: “Reconhecemos a entrega, persistência e competência da Conceição Castelhano que, como voluntária, dirige esta universidade sénior”.
Também Cecília Duarte, de 74 anos, aluna em Pataias, deixa uma palavra aos professores: “Claro que temos que agradecer a boa vontade e disponibilidade dos professores, pois sem eles não haveria universidades sénior”.
Walking Football: o desporto que rejuvenesce os seniores
As universidades sénior há muito que integram disciplinas de desporto nos seus currículos. Seja através da hidroginástica, do pilates, do ioga ou da dança, estas instituições procuram utilizar o exercício físico como motor de promoção de um estilo de vida ativo e saudável. Através deste tipo de atividades, promove-se a manutenção da massa muscular, treina-se a agilidade e fomenta-se o bem-estar geral dos alunos. Na Nazaré, a aposta no desporto passa também pelo Walking Football, modalidade que chegou e conquistou os seniores.
Mas o que é, afinal? O Walking Football, ou, em português, “futebol a andar”, foi criado em 2011, em Inglaterra, como alternativa para quem queria continuar a jogar futebol sem a intensidade do jogo convencional. Chegou a Portugal em 2016 e é hoje promovido pela Rede de Universidades Seniores (Rutis), em conjunto com vários parceiros. A regra fundamental é simples: não é permitido correr. As equipas são mistas, abertas a maiores de 50 anos, sem guarda-redes, com balizas de dimensões reduzidas e livres sempre indiretos. A bola não pode subir acima da cintura.
Os benefícios parecem ser amplamente reconhecidos: melhoria da condição física, da mobilidade e do equilíbrio, prevenção de doenças crónicas, combate ao isolamento e estimulação cognitiva. Na maioria dos torneios não há vencedores: todos jogam, todos ganham.
A Universidade Sénior da Nazaré (USN), um projeto da Câmara Municipal da Nazaré, criada em 2008, conta com 314 alunos inscritos, 30 professores voluntários, 44 turmas e 28 disciplinas, distribuídas pela sede, na antiga Escola Primária do Bairro dos Pescadores, e por três polos em Valado dos Frades, Famalicão e Fanhais.
No ano letivo passado, a universidade aderiu ao Walking Football, em parceria com a Associação Recreativa Pederneirense, onde a equipa treina. São 25 alunos, homens e mulheres, orientados pelo professor voluntário Fernando Gonçalves, numa iniciativa desenvolvida em articulação com a Rutis e com o Walking Football Portugal.
Nas palavras da diretora da USN, Filipa Lopes, os resultados falam por si: “No passado ano letivo aderimos à modalidade do Walking Football, uma parceria com a Associação Recreativa Pederneirense. Contamos com uma equipa de 25 alunos e com o professor voluntário Fernando Gonçalves, numa disciplina em parceria com a Rutis e o Walking Football Portugal. Já participámos em seis torneios do Circuito Nacional de Walking Football e organizámos o torneio final de 2025, a III Taça de Portugal, no Estádio Municipal da Nazaré, com a participação de 520 atletas distribuídos por sete campos e a presença de 38 equipas de norte a sul do país”.
Fernando Gonçalves tem 66 anos, é aposentado da Polícia de Segurança Pública, natural de Pombal, e reside na Nazaré há cerca de 40 anos, por razões profissionais que acabaram por se tornar uma vida inteira. É também aluno da USN em várias disciplinas, e foi precisamente essa ligação à instituição que o aproximou do Walking Football.
“Desde muito novo me dediquei ao desporto nas várias modalidades, sendo o futebol uma delas”, conta. Quando a modalidade emergiu em Portugal, Fernando não ficou indiferente. O interesse foi crescendo e, em 2019, foi a própria diretora da USN quem lhe lançou o desafio. “A coordenadora desta instituição, sabendo do meu gosto pelo desporto e tendo também ela conhecimento desta modalidade, lançou-me o desafio para abraçar o projeto”, recorda.
Para estar à altura da tarefa, Fernando fez formação na Fundação Benfica, uma das entidades fundadoras do Walking Football em Portugal. O arranque, porém, ficou suspenso. “Por uma questão de logística e porque entretanto também surgiu a Covid-19, o projeto ficou em banho-maria”, explica. Só no ano letivo de 2024/2025 surgiu a oportunidade de avançar – e Fernando aceitou, de forma voluntária, liderar o projeto.
A adesão superou as expectativas. Homens e mulheres aderiram com entusiasmo, e a equipa participou em quatro torneios da Rutis nesse primeiro ano letivo: Lisboa, Caldas da Rainha, Albergaria-a-Velha e Nazaré, onde se disputou o torneio de encerramento. No ano letivo em curso, já participou em torneios nas Caldas da Rainha, Loures e Oliveira do Bairro, estando prevista a presença em Almeirim, a 9 de junho, no torneio de encerramento da época.
Fernando sublinha o espírito que envolve estas competições: “Os referidos torneios são disputados de uma forma mais lúdica, com o propósito de se tornarem numa festa de convívio”. E o impacto vai além do campo. “O Walking Football na USN veio despertar nos alunos a vontade de manterem uma atividade física considerável e o interesse pela prática de desporto, coisa que a grande maioria não tinha, bem como o entusiasmo pelo convívio, uma vez que estão sempre prontos para avançar no terreno”.
Para Filipa Lopes, o Walking Football é mais um exemplo do que esta instituição representa para o concelho. “A USN assume-se como um instrumento social que contribui para a formação ao longo da vida da população sénior e veio dar um novo ânimo ao contexto cultural e social do concelho”, afirma.
A USN é dirigida à população residente no concelho a partir dos 50 anos, e a sua oferta é diversificada: informática, pintura, história, teatro e inglês, entre outras disciplinas. O Walking Football apresenta-se, assim, como mais do que uma disciplina desportiva: é um símbolo da capacidade da instituição em reinventar-se e em responder às necessidades e vontades dos seus alunos.
E o futuro promete. “Já estamos a trabalhar para o novo ano letivo com muitas novidades”, adianta Filipa Lopes, deixando no ar a expectativa de quem sabe que, na Nazaré, o jogo está longe de terminar.
Porto de Mós: universidade sénior com cerca de 120 alunos promove convívio intergeracional entre seniores e comunidade mais jovem
As universidades sénior há muito que integram disciplinas de desporto nos seus currículos. Seja através da hidroginástica, do pilates, do ioga ou da dança, estas instituições procuram utilizar o exercício físico como motor de promoção de um estilo de vida ativo e saudável. Através deste tipo de atividades, promove-se a manutenção da massa muscular, treina-se a agilidade e fomenta-se o bem-estar geral dos alunos. Na Nazaré, a aposta no desporto passa também pelo Walking Football, modalidade que chegou e conquistou os seniores.
Mas o que é, afinal? O Walking Football, ou, em português, “futebol a andar”, foi criado em 2011, em Inglaterra, como alternativa para quem queria continuar a jogar futebol sem a intensidade do jogo convencional. Chegou a Portugal em 2016 e é hoje promovido pela Rede de Universidades Seniores (Rutis), em conjunto com vários parceiros. A regra fundamental é simples: não é permitido correr. As equipas são mistas, abertas a maiores de 50 anos, sem guarda-redes, com balizas de dimensões reduzidas e livres sempre indiretos. A bola não pode subir acima da cintura.
Os benefícios parecem ser amplamente reconhecidos: melhoria da condição física, da mobilidade e do equilíbrio, prevenção de doenças crónicas, combate ao isolamento e estimulação cognitiva. Na maioria dos torneios não há vencedores: todos jogam, todos ganham.
A Universidade Sénior da Nazaré (USN), um projeto da Câmara Municipal da Nazaré, criada em 2008, conta com 314 alunos inscritos, 30 professores voluntários, 44 turmas e 28 disciplinas, distribuídas pela sede, na antiga Escola Primária do Bairro dos Pescadores, e por três polos em Valado dos Frades, Famalicão e Fanhais.
No ano letivo passado, a universidade aderiu ao Walking Football, em parceria com a Associação Recreativa Pederneirense, onde a equipa treina. São 25 alunos, homens e mulheres, orientados pelo professor voluntário Fernando Gonçalves, numa iniciativa desenvolvida em articulação com a Rutis e com o Walking Football Portugal.












Nas palavras da diretora da USN, Filipa Lopes, os resultados falam por si: “No passado ano letivo aderimos à modalidade do Walking Football, uma parceria com a Associação Recreativa Pederneirense. Contamos com uma equipa de 25 alunos e com o professor voluntário Fernando Gonçalves, numa disciplina em parceria com a Rutis e o Walking Football Portugal. Já participámos em seis torneios do Circuito Nacional de Walking Football e organizámos o torneio final de 2025, a III Taça de Portugal, no Estádio Municipal da Nazaré, com a participação de 520 atletas distribuídos por sete campos e a presença de 38 equipas de norte a sul do país”.
Fernando Gonçalves tem 66 anos, é aposentado da Polícia de Segurança Pública, natural de Pombal, e reside na Nazaré há cerca de 40 anos, por razões profissionais que acabaram por se tornar uma vida inteira. É também aluno da USN em várias disciplinas, e foi precisamente essa ligação à instituição que o aproximou do Walking Football.
“Desde muito novo me dediquei ao desporto nas várias modalidades, sendo o futebol uma delas”, conta. Quando a modalidade emergiu em Portugal, Fernando não ficou indiferente. O interesse foi crescendo e, em 2019, foi a própria diretora da USN quem lhe lançou o desafio. “A coordenadora desta instituição, sabendo do meu gosto pelo desporto e tendo também ela conhecimento desta modalidade, lançou-me o desafio para abraçar o projeto”, recorda.
Para estar à altura da tarefa, Fernando fez formação na Fundação Benfica, uma das entidades fundadoras do Walking Football em Portugal. O arranque, porém, ficou suspenso. “Por uma questão de logística e porque entretanto também surgiu a Covid-19, o projeto ficou em banho-maria”, explica. Só no ano letivo de 2024/2025 surgiu a oportunidade de avançar – e Fernando aceitou, de forma voluntária, liderar o projeto.
A adesão superou as expectativas. Homens e mulheres aderiram com entusiasmo, e a equipa participou em quatro torneios da Rutis nesse primeiro ano letivo: Lisboa, Caldas da Rainha, Albergaria-a-Velha e Nazaré, onde se disputou o torneio de encerramento. No ano letivo em curso, já participou em torneios nas Caldas da Rainha, Loures e Oliveira do Bairro, estando prevista a presença em Almeirim, a 9 de junho, no torneio de encerramento da época.
Fernando sublinha o espírito que envolve estas competições: “Os referidos torneios são disputados de uma forma mais lúdica, com o propósito de se tornarem numa festa de convívio”. E o impacto vai além do campo. “O Walking Football na USN veio despertar nos alunos a vontade de manterem uma atividade física considerável e o interesse pela prática de desporto, coisa que a grande maioria não tinha, bem como o entusiasmo pelo convívio, uma vez que estão sempre prontos para avançar no terreno”.
Para Filipa Lopes, o Walking Football é mais um exemplo do que esta instituição representa para o concelho. “A USN assume-se como um instrumento social que contribui para a formação ao longo da vida da população sénior e veio dar um novo ânimo ao contexto cultural e social do concelho”, afirma.
A USN é dirigida à população residente no concelho a partir dos 50 anos, e a sua oferta é diversificada: informática, pintura, história, teatro e inglês, entre outras disciplinas. O Walking Football apresenta-se, assim, como mais do que uma disciplina desportiva: é um símbolo da capacidade da instituição em reinventar-se e em responder às necessidades e vontades dos seus alunos.
E o futuro promete. “Já estamos a trabalhar para o novo ano letivo com muitas novidades”, adianta Filipa Lopes, deixando no ar a expectativa de quem sabe que, na Nazaré, o jogo está longe de terminar.








